terça-feira, 18 de junho de 2013

Macaé Dificilmente Terá Metrô

A cidade de Macaé gastou muito dinheiro para implementar seu sistema de metrô. No entanto, o dinheiro acabou e o projeto está parado. Provavelmente, o projeto será cancelado. Resta saber o que será feito com as composições já adquiridas e testadas.

O orçamento original da Linha 1 do Metrô de Macaé era de R$ 25 milhões. A cidade assinou um contrato para adquirir quatro composições. Duas foram entregues por um valor de cerca de R$ 9 milhões.

Nenhum estação de metrô foi construída. Apenas a principal (Central) foi reformada. Os trens estão parados ali. Para conservá-los, a prefeitura gasta anualmente cerca de R$ 240 mil. Os trilhos novos, que substituiriam a antiga linha férrea, não foram comprados.

A Secretaria Estadual de Transportes criou uma comissão para analisar o que poderá ser feito com as composições e com o sistema de transportes de Macaé. A análise inicial aponta que Macaé deverá abortar o projeto do metrô e revender as composições a outro município. O laudo definitivo deverá ser divulgado até Julho.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Por que a Linha 3 Não Sai do Papel?

Uma comissão mista, formada por vereadores e representantes de entidades representativas de São Gonçalo foi formada para exigir o início das obras da Linha 3 do metrô.

As obras da Linha 3 deveriam ter começado no início deste ano mas não saíram do papel. A Secretaria Estadual de Obras e a Secretaria Estadual de Transportes não têm respondido às perguntas dos vereadores e prefeitos de Niterói e São Gonçalo.

O primeiro lote da Linha 3 foi orçado em R$ 1,7 bilhão e as obras deveriam ter começado em Janeiro de 2013. Este lote ligaria a Estação Praça Araribóia à Estação Guaxindiba, ligando Niterói a São Gonçalo.

Assista aos dois vídeos abaixo:


http://tvwin.com.br/audiencia-publica-sobre-a-linha-3-do-metro/
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Entendendo a Estação Carioca - Parte 2

A Estação Carioca é o assunto preferido de muitos que criticam a pequena malha metroviária do metrô fluminense. Por isso, ela mereceu um segundo post.

Na próxima vez que você, leitor, estiver na Estação Carioca, reserve cinco minutos do seu tempo para olhar em volta. Repare que há um desnível após a plataforma da Linha 1. Neste desnível, você vê uma filial da Univercidade. O centro desta faculdade se dava o acesso à plataforma da Linha 2. Olhando para a faculdade, caminhe para a sua esquerda e após passar pela faculdade, olhe para a direita. Você vê uma parede marrom, de alvenaria, feita com tijolo e cimento e coberta com pastilhas. Esta parede marrom cobre todo este andar e mantém fechada o acesso à plataforma da Linha 2. Se um dia inaugurarem a plataforma subterrânea, esta parede terá que ser derrubada. Provavelmente em algum momento dos anos 80, percebeu-se que a Linha 2 demoraria muito a chegar à Estação Carioca e por conta disso, preferiram fazer uma parede firme do que fechar o espaço com tapumes e paredes de gesso.

Os acessos diretos à Linha 2 não foram concluídos. Eles seriam construídos na Avenida Chile. Lembro que a Linha 2 passaria por debaixo da Linha 1 na transversal dela.

A Rio Trilhos me confirmou recentemente que apenas uma parte da plataforma da Linha 2 se encontra construída sob a Linha 1. Apenas alguns blocos foram construídos. Ou seja, ainda é necessário terminar a obra da plataforma. O ponto de encontro entre as linhas se dá na altura da Avenida Almirante Barroso. A Linha 2 percorreria por baixo da Avenida Chile e Praça da Cruz Vermelha.

A Linha 1 está aproximadamente 8 metros abaixo do Largo da Carioca. A Linha 2 está cinco metros abaixo da Linha 1.

A primeira foto é de Jader Neves. A segunda é do sítio www.rioquepassou.com

As demais fotos são do blog e mostram o enorme espaço não utilizado que deveria servir de acesso à plataforma da Linha 2. Ali havia até um chafariz até 2011. Atrás destas paredes provisórias da Univercidade, há uma parede de alvenaria fechando o acesso à plataforma não inaugurada da Linha 2.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Metrô do Cairo (Egito)


Publicamos aqui matérias de metrôs do Brasil e do Mundo.

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Nova Iorque (Estados Unidos), Santo Domingo (República Dominicana) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França), Sevilla (Espanha) e Sochi (Rússia).

Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Mecca (Arábia Saudita), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Vamos falar hoje do Metrô do Cairo (Egito). O Cairo é a maior cidade da África e do mundo árabe. São cerca de 10 milhões de habitantes numa das maiores densidades populacionais do mundo. Mesmo assim, o metrô demorou a ser inaugurado. A Linha 1 foi entregue à população somente em 1987. Ela tem 35 estações e 44 quilômetros de extensão mas menos de 5 quilômetros são subterrâneos. Cerca de 1 milhão de pessoas por dia passam pela Linha 1.

A Linha 2 entrou em operação em 1996. Ela tem 21 quilômetros de cumprimento, que passam por 20 estações. Ela foi a primeira construção na história da humanidade que corta o Rio Nilo por baixo de terra. Ela passa pela Universidade do Cairo e pelo populoso bairro de Giza, onde ficam as mais famosas pirâmides.

A Linha 3 começou a ser construída em 2006 e seu primeiro dos quatro trechos entrou em operação em 2012. A terceira linha cortará outros bairros populosos como Zamalek, o Centro, Heliópolis e o Aeroporto Internacional do Cairo. Apesar dos recentes distúrbios no Egito, a Linha 3 segue em construção e sua entrega está prevista para 2019. Quando estiver pronta, serão 33 quilômetros passando por 29 estações. Esta linha cortará o Rio Nilo duas vezes por baixo de seu leito.

Uma quarta linha de metrô começou a ser construída no ano passado e deve ficar pronta em 2022. Outras duas linhas de metrô e uma de monorail estão nos planos da capital egipcia.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Metrô de Mecca (Arábia Saudita)


Publicamos aqui matérias de metrôs do Brasil e do Mundo.

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Nova Iorque (Estados Unidos), Santo Domingo (República Dominicana) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França), Sevilla (Espanha) e Sochi (Rússia).

Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Vamos falar hoje do Metrô de Mecca (Arábia Saudita). Oficialmente, o metrô de Mecca é chamado de Al Mashaaer Al Muqaddassah Metro e foi inaugurado recentemente, em Novembro de 2010. O metrô foi feito para facilitar o transporte de peregrinos muçulmanos pelos lugares sagrados, como o Monte Arafat, Muzdalifa e Mina. A intenção é tirar 53 mil ônibus das estradas e ruas durante a peregrinação anual do Hajj. Outras três linhas de metrô estão em construção na cidade.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Metrô de Santo Domingo (República Dominicana)

Publicamos aqui matérias de metrôs do Brasil e do Mundo.

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Nova Iorque (Estados Unidos) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França), Sevilla (Espanha) e Sochi (Rússia).

Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Chegou a vez de falarmos do sistema de Santo Domingo (República Dominicana). A Linha 1 de Santo Domingo foi construída como parte de um grande plano de melhora na infra-estrutura de transportes de toda a República Dominicana. Ela tem 15 quilômetros, 16 estações (sendo que 10 são subterrâneas) e é utilizada por 200 mil pessoas por dia, cerca de 10% de toda a população da capital. A  Linha 2 foi inaugurada no final de 2012 e está sendo utilizada por outras 150 mil pessoas por dia.

Há outras três linhas de metrô projetadas.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Complicado Metrô de Sevilla (Espanha)

Publicamos aqui matérias de metrôs do Brasil e do Mundo.

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Nova Iorque (Estados Unidos) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França) e Sochi (Rússia).

Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Chegou o momento de falarmos do metrô de Sevilla (Espanha). O projeto do metrô sevillano começou a ser desenvolvivo nos anos 70 e foi entregue ao governo em 1979. O projeto no entanto foi abortado, pois temia-se pelas construções históricas no centro antigo da cidade.

Em 02 de Abril de 2009, a Linha 1 foi finalmente inaugurada com 22 estações e 18 quilômetros de extensão. No entanto, a Estação Guadaira não foi aberta ao público. Outras três linhas de metrô estão em fase de planejamento e devem ser construídas até 2017.

O preço da passagem varia de acordo com o número de zonas que o passageiro vai percorrer. Assim, a linha 1 foi dividida em três trechos, conforme imagem em anexo.

Em Sevilla, a maioria das estações conta com vidros que protegem os passageiros dos trilhos até a chagada dos trens. Sistema similar será implantado na Estação Uruguai do Rio, além de já estar disponível no metrô de São Paulo (SP).

terça-feira, 30 de abril de 2013

Metrô de Frankfurt (Alemanha)

Publicamos aqui matérias de metrôs do Brasil e do Mundo.

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Nova Iorque (Estados Unidos) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França) e Sochi (Rússia).

Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Chegou o momento de falarmos do metrô de Frankfurt (Alemanha). O mapa ao lado mostras as linhas de metrô (U-Bahn) e de bondes (S-Bahn) - está na moda chamá-los de VLTs. São nove linhas de metrô e nove linhas de bondes, totalizando dezoito linhas, totalmente integradas aos aeroportos, estações de trem e locais de grandes eventos como estádios e salões de exposições.

A diferença entre o metrô e o trem é basicamente que o metrô corre pelo subsolo, enquanto que os bondes vão pela superfície. Mas há outras diferenças: o metrô é mais rápido e transporta mais pessoas que o bonde.

terça-feira, 23 de abril de 2013

VLTs no Centro

O Rio de Janeiro é uma grande metrópole mas como o Prefeito e o Governador não escutam a palavra de especialistas, executam projetos de transporte público de cidades pequenas.

Dizem que até a Copa do Mundo de futebol de 2014, que será realizada em meados do ano, o Centro da cidade ganhará uma série de linhas de VLTs - bondes modernos.

O sistema de VLTs, caso saia mesmo do papel não vai substituir nenhum projeto de metrô para a área, tal como não aconteceu com as linhas de ônibus articulardos - BRTs.

VLTs poderiam ser utilizados para bairros pequenos, fora do alcance do metrô, como: Horto, Leme, Santa Teresa, Arpoador, Bairro Peixoto, Muda, Usina, Alto Leblon, Alto da Boa Vista, etc. Mas nunca como transporte de massa.

Não vai dar vazão à demanda. E além do mais: o passageiro vai continuar sofrendo com o sol, com a chuva, com o vento, com o calor e com o frio. Se fosse metrô subterrâneo, o passageiro não sofreria com o clima e chegaria com mais conforto ao seu destino final.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O que Foi Feito na Estação Morro de São João?

Quase tudo! Segundo estimativas, em apenas seis meses de obras, a Estação Morro de São João poderia ser entregue ao público.

O metrô já passa pela futura estação. Ou seja, há trilhos e as instalações elétricas estão prontas.

As plataformas também estão prontas. Vindo da Estação Cardeal Arco Verde em direção à Estação Botafogo, ao olhar pelo lado direito, é possível ver a plataforma. No sentido contrário, basta olhar pelo lado esquerdo. Um detalhe: neste trecho da Linha 1, os trens trafegam uns sobre os outros. Por isso, você verá a plataforma somente de um lado. Trata-se de uma estação de dois níveis para uma linha só.

O que falta então? Faltam os acabamentos nas plataformas, a compra e instalação de escadas rolantes e roletas e finalmente a construção dos acessos para o público.

Como já publiquei aqui, diversas fotos do terreno da futura estação na Rua Álvaro Ramos, resolvi publicar a foto do Google Maps. Repare que moradores seguem protestando contra o abandono da obra.